QUAIS CORES NA CASA PODEM CONTRIBUIR PARA O SEU BEM-ESTAR

Nos dias de hoje, falar de bem-estar em casa é mais do que um desejo, virou necessidade. A nossa casa virou o centro da nossa vida. Passou de ser local de descanso depois de um dia agitado, para ser palco de tudo que acontece na nossa vida. Trabalho, descanso, entretenimento e autocuidado, tudo junto e misturado nos mesmos ambientes. Em alguns casos, também a vida escolar dos filhos. Muitas mudanças aconteceram nas nossas vidas nos últimos 4 meses, e ainda quando todos desejamos voltar ao normal, há uma ideia latente de que nada voltará a ser como antes, ou viveremos um “novo normal”.

Esse “novo normal pós pandemia” ainda verá a casa como palco central da nossa vida. Uma pesquisa feita pela FGV diz que crescerá o número de empresas que continuem adotando o home office após a crise do coronavírus. E para falar verdade, basta com perguntar para o meu marido e para todos meus amigos que trabalhavam em escritórios, há inúmeros benefícios muito bem vindos em trabalhar desde casa. Estar mais próximos dos filhos, finalmente aprender a cozinhar, curtir os animais de estimação que antes ficavam sozinhos na casa… são somente algumas das vantagens. Claro que também há problemas resultantes de uma mudança tão drástica em tão curto espaço de tempo. Sendo talvez o principal que a nossa casa não estava preparada para tamanha transformação. 

Se antes já buscávamos conforto e aconchego em casa, agora é mais ainda. Fazia tempo se falava da tendência da casa como “casulo” como a nossa proteção, e o futuro chegou.


Grande parte do nosso bem-estar - e diria que até da nossa saúde mental - passa por nos sentir bem em casa. Nos sentirmos plenos, com segurança, conforto e tranquilidade na nossa casa deve ser o "novo normal".

As cores da casa podem ser de grande ajuda nessa empreitada. Sabemos que elas influenciam em forma inconsciente os nossos sentimentos, comportamentos e até como interagimos com os outros, podendo afetar a nossa saúde e nosso bem-estar físico, mental e emocional. Como eu sempre digo “Façamos as cores trabalhar ao nosso favor”. Ou seja, fazendo escolhas de cores para a casa conscientes, a partir das nossas necessidades, podemos tirar proveito delas para o nosso próprio beneficio. 

Eu vou te ajudar dando dicas de como diferentes cores na casa podem contribuir para diferentes necessidades. Assim, restará para você o mais importante: saber o que você precisa que as cores façam. Veja a seguir:

Para ter equilíbrio: verde é a cor que melhor representa a ideia de harmonia e equilíbrio. Também de vida, de regeneração e de cura. Verde menta, verde sálvia, verde oliva e verde musgo são tonalidades que podem cair bem em muitos ambientes. O primeiro mais claro e aéreo, portanto mais calmo e relaxante. Os restantes mais apagados e aterrados, são também mais refinados e fortes. O verde folha, o mais vivo de todos os mencionados até agora, seria mais indicado para um ambiente no qual seja necessária uma dose extra de energia.  

Para ter tranquilidade: aqui há uma enorme gama de cores que podem proporcionar tranquilidade. Se começamos pelas cores de temperatura fria, que são cores que parecem “repousar” sem exigir muito da gente, temos de novo os verdes, junto com os azuis e violetas. Quanto mais claras sejam a tonalidades escolhidas, mais traremos essa ideia de relaxamento  e de calma para dentro dos ambientes. Podemos aqui pensar em um azul celeste clarinho, um verde acqua, uma cor lavanda ou um tom de malva, aquela cor que lembra cheiro de avó e só por isso inspira cuidado. Estas cores frias, mas em versões apagadas e de tonalidade média (ou seja nem muito claras, nem muito escuras) também provocam ideia de relaxamento. 

Para manter o foco: brancos e cinzas seriam boas cores para quem quiser criar ambientes que favoreçam a concentração e o foco, evitando distrações. Eu escolheria sempre brancos com subtom creme ou manteiga, para trazer esse calor como de cheiro de bolo recém assado, sabe? O calor da casa. Vale dizer que somente indico usar branco em alguns casos muito específicos, ou seja não