ASSIM ENTENDI QUE AS TONALIDADES IMPORTAM MAIS DO QUE AS CORES

Este ano de 2020 tem sido um dos anos nos quais mais refleti na minha jornada da cor. O fato de ficar em casa, realizar poucos projetos e no fim do ano botar toda minha energia em criar o primeiro curso online de Cores Lovers - que chama exatamente assim "Jornada da Cor" - me fez olhar para dentro como nunca antes. Assim foi como descobri três momentos que foram definitivos para construir uma das maiores crenças nas quais se sustenta o meu trabalho: que as tonalidades são mais importantes do que as cores em si.


Para relatar o primeiro momento precisamos voltar no tempo até 2012 quando comecei a criar paletas de cores digitais para publicar no meu antigo blog. Naquele momento, ainda não tinha feito nenhum curso de cores e tudo o que fazia era puro instinto, tinha uma dificuldade enorme em descrever ou minimamente falar das cores.


Eu queria muito entender e diferenciar o que era um amarelo milho de um amarelo manteiga.


Um azul turquesa de um azul céu.


Um laranja de um terracota.


Essa foi a semente que deu raízes e me fez acreditar que o conhecimento das tonalidades (identificar a tonalidade certa, entender suas características e nomear corretamente) não somente é desejável mas também necessário para toda pessoa que use cores com cuidado e com uma intenção.


O segundo momento já foi em 2013/2014 quando, depois de começar a estudar e realizar cursos de cores, comecei a perceber algumas contradições entre o que via por aí e o que estudava em todos lados como o simbolismo psicológico mais tradicional (a Psicologia das Cores).


Em todos lados eu lia que azul é a cor da tranquilidade, do relaxamento, do divino... mas depois eu abria o Pinterest e ela me aparecia assim, nada relaxante.


Em todos lados eu lia que verde é a cor da natureza, do frescor, da juventude... mas depois ela me aparecia assim, nada natural (mesmo que a Aurora Boreal é da natureza, não parece um efeito sobrenatural?).


Em todos lados eu lia que amarelo é a cor da alegria... mas depois ela me aparecia assim, meio tristonho.


Foi neste segundo momento quando definitivamente confirmei que as tonalidades importam mais do que as cores, tanto - mas tanto - que podem mudar uma ideia tradicional do simbolismo psicológico da cor para trazer novas ideias, em alguns casos, opostas.


No terceiro momento já estamos em 2015 quando fui apresentada ao conceito de cores intermediárias ou cores complexas e de repente parecia como se o meu olhar tivesse sido aumentado em potência 10X ou mais. De repente eu via milhões de cores e mais, via como as cores eram sutilmente diferentes umas das outras. Eu escrevi um post sobre isso aqui no Blog em agosto 2018. Vai lá para ler :)

Foram esses três momentos - super marcantes na minha jornada da cor - que me levaram a concluir que o realmente importante são as tonalidades, e não tanto as cores.

Por isso o eBook gratuito Guia Visual de 100 tonalidades para usar cores sem medo é realmente uma conquista para mim. É onde cheguei depois de anos de observar, de refletir, de pensar... sobre tonalidades de cores. Se você ainda não o tem faça download dele clicando aqui.


E lembra: quando for escolher cores, escolha as tonalidades certas :)


Abraço colorido,


Felicitas