VERMELHO É O COMEÇO


Vermelho é o começo. Numerosas culturas muito tempo atrás, antes mesmo da palavra escrita, reconheciam o vermelho como cor. É a cor do sangue e do fogo, e portanto como nenhuma outra cor, símbolo da energia da vida e do poder. É a cor dos extremos, da paixão amorosa à irrefreável ira, tudo está contido no vermelho. É vibrante e demanda sempre atenção, exercendo dominância.


O homem sempre foi fascinado pela influência do vermelho na psique humana. E a sua força serve tanto na atração como na intimidação. Assim vermelho é a cor do sex appeal, da sedução, da paixão e do poder.


Nos anos 50 com a novidade da força de mídia e inovações em cosméticos, marcas de beleza como Revlon e Elizabeth Arden, terminam de construir o ideal do vermelho como ícone de beleza: lábios vermelhos e pele perfeita.


Vermelho é cor complementar do verde. Eles se reforçam um ao outro. O vermelho será mais vermelho na presença do verde, e o verde será mais verde na presença do vermelho. Talvez por isso o vermelho era considerada a cor mais "luminosa" pelo homen das cavernas. Era a cor que mais aparecia aos seus olhos frente ao verde absoluto da natureza.


Como cor quente que é, na arte o vermelho avança e faz com que domine a cena com força e determinação. Na primeira obra "Red House" de Kasemir Malevich, 1932 - ainda vemos como o vermelho e o azul são opostos psicológicos. Enquanto o vermelho é caloroso, o azul é frio. Na segunda obra "Harmony in flesh colour and red" de James Abbot McNeill Whistler, 1869 - o vermelho em uma harmonia análoga com menos contraste parece apaziguado.